Pela primeira vez, desde à muito tempo me vejo forçada a desistir (coisa que para mim nem sequer existia).
Não tenho mais força para lutar. Enfraqueci de tanto o fazer, sem que tivesse obtido o pretendido.
Neste momento de fraqueza, estou sozinha perante a batalha que se aproxima. Um dia, quando, finalmente, estiver fortalecida, hei-de vencer as batalhas que me apareçam pela frente, sem qualquer ajuda.
Estou cansada de sofrer por quem não mereça tal coisa, pois quem possa vir a merecê-lo, jamais me fará sofrer, jamais me fará verter um rio de lágrimas a correr cara abaixo.
Estou a bater no fundo, naquela árvore que se encontra derramada no meio do meu caminho e, apenas, tenho duas opções para escolher e o tempo e escasso...
Continuo a caminhar sem dar qualquer importância à tal árvore, que acabo por embater na mesma... ou, por outro lado, encorajo-me e caminho em frente com toda a força que me resta e caminho, caminho com tanta vontade de contornar o obstáculo que acabo por consegui-lo.
Qual será a melhor opção que possa tomar?! A primeira?! A segunda?!
Não sei, apenas vou caminhar e logo vejo se venço a minha barreira ou se me deixo vencer por ela...
Quem sabe se ao chegar bem perto dela, encontro força vinda de algum lado ( ou já presente, mas escondida pela covardia ou pelo medo que tinha de vencer o tal empecilho que se atravessara no meu caminho) e se a ultrapasso.
Tudo depende de mim, do meu carácter e, principalmente, do inicio que darei a esta minha jornada.
Se sou capaz de encorajar e dar esperança a outras pessoas para que superem os seus medos, porque não hei-de eu conseguir o mesmo comigo?! Essencialmente, devo ter esperança em que o dia de amanhã será melhor que o de hoje, pois como diz o velho ditado popular "após a tempestade, vem a bonança".
Deverei eu iniciar a caminhada com um sorriso? É certo e sabido que "um sorriso vale por mil palavras", ... mas também é com um sorriso que se resolve melhor uma situação menos agradável e ajuda a combater a covardia de tentar.
Tenho que, pelo menos, aparentar ser e estar forte, para que quem me queira mal não pensar em me enfrentar e que o desista de o fazer, sendo o fraco e não eu.
Aqueles que se dizem meus amigos, centraram-se nos seus umbigos e esqueceram-se que posso estar a precisar deles mais que nunca, apesar de não ter oportunidade de o dizer. Mas ao mostrar-me forte, virão que não preciso deles nem da sua caridade, porque, como dizia o meu falecido avô, "só faz falta quem cá está", nem sempre tendo razão...
Apenas gostaria de ser uma pessoa normal com uma vida, igualmente, normal, em que as pessoas que me rodeiam parem de se agredir (mesmo sem intenção, fazem-no), pois podem estar a atingir quem menos querem.
Einstein uma vez disse que "a vida é como andar de bicicleta... para manter o equilibrio é necessário continuar em movimento". Terá ele alguma razão ou alguma lógica com tal afirmação?! Andaremos tão cegos que nem sequer conseguimos ver o óbvio?!
O melhor que devemos fazer é caminhar em frente de cabeça erguida e se se for contra as barreiras, colocadas na pista em que corremos, continuaremos a tentar derrubá-las, até que tal seja conseguido, que pode ser uma coisa que leve dezenas de anos a ser concretizada, mas jamais se desiste. Continua-se sempre a lutar e a enfrentá-las, podendo, apenas, se fazer uma curta pausa para descansar, re-iniciando, novamente, à busca de vencer de frente as barreiras, até que tal seja possivel.
Julgava estar a desistir de algo, mas vejo agora que afinal estou determinada a lutar e não desistir até ganhar o meu troféu. Um vencedor ou um campeão para ser o que é, não desiste nunca... luta sempre!!
Tenho tudo para vencer, pode acontecer que não consiga alcançar o meu troféu, mas de uma certa forma, saio vencedora na mesma, pois lutei e não desisti, sendo insistente.
E tu, de que esperas para lutar?!